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  »  Jornada Anual da Comissão de Enlace Regional de CONVERGENCIA em 2006

 
Clique aqui para os Comunicados da Jornada 2006 da Comissão de Enlace Regional - 04-06/05/2006, Mar Hotel, Recife/PE

 

1. Atuação em CONVERGENCIA

 Representantes de Intersecção Psicanalítica do Brasil para
CONVERGENCIA:
Movimento Lacaniano para a Psicanálise Freudiana

 Em maio, reunião anual da Comissão de Enlace Regional do Brasil:

2000: Rio de Janeiro; 2001: Florianópolis; 2002: Bahia; 2003: Porto Alegre. 2004: Rio de Janeiro; 2005: Salvador/BA;  2006: Recife/PE;  2007: Rio de Janeiro

Na Bahia, trabalhos individuais: "O que quer uma análise?"; trabalhos institucionais: "Fracassos na transmissão"

Formam a Comissão de Enlace Regional (Brasil)
A
ssociação Psicanalítica de Porto Alegre (Rio Grande do Sul)
C
olégio de Psicanálise da Bahia ( Bahia )
C
orpo Freudiano do Rio de Janeiro/Escola de Psicanálise ( Rio de Janeiro )
E
scola Lacaniana de Psicanálise do Rio de Janeiro ( Rio de Janeiro ) Intersecção Psicanalítica do Brasil ( Rio de Janeiro )
L
aço Analítico/Escola de Psicanálise ( Rio de Janeiro )
M
aiêutica de Florianópolis Instituição Psicanalítica ( Santa Catarina)
Práxis Lacaniana - Formação em Escola ( Rio de Janeiro)

2. ATA DE FUNDAÇÃO

Aos 3 dias do mês de outubro de 1998, as associações psicanalíticas abaixo assinadas, reunidas em Barcelona, Espanha, em resposta à convocação efetuada nesta mesma cidade em fevereiro de 1997, resolvem constituir, como de fato constituem, um movimento de associações psicanalíticas. A forma convencionada pelas disposições que se seguem foi redigida pela Comissão de Coordenação dos Textos de Fundação, constituída em Paris, em março de 1998 e formada pelos seguintes membros: Pura Cancina, Isabel Capelli, Luis Mª. Esmerado, Norberto Ferrer, Robson de Freitas Pereira, Olivier Grignon, Roberto Harari, Robert Lévy, Isabel Martins Considera, Paola Mieli, Jacques Nassif, Anabel Salafia, Luiz-Olyntho Telles da Silva e Héctor Yankelevich. Em sua elaboração final teve a participação, em plenárias, de cada uma das associações que assinam ao final o presente instrumento, na presença de diversos de seus membros.
 
  I – PRINCÍPIOS E OBJETIVOS

A psicanálise continua. Fundada por Freud e após a morte de Lacan, ela existe por seu discurso. Esta persistência supõe um ato suplementar, aquele de deduzir do discurso um outro tipo de laço entre psicanalistas.

Pensamos que este novo tipo de laço já foi antecipado por todo tipo de tentativas, mas que ele encontrará o enquadramento que lhe convém em um movimento que terá por denominação: Convergência, Movimento Lacaniano para a Psicanálise Freudiana.

Este movimento tem os seguintes objetivos:

1) Promover o avanço do tratamento das questões cruciais da psicanálise, o que exige um questionamento dos fundamentos de sua prática.

2) Para este fim, multiplicar e estimular os laços entre os praticantes a fim de favorecer a troca e a discussão.

3) Enfrentar desse modo os efeitos nocivos da fragmentação que corroem o movimento lacaniano internacional, de modo a que não se instaure o laço piramidal e autoritário de uma supra-associação.

Não consideramos, a priori, a multiplicidade que daí resulta como uma falha. Convergência deverá se esforçar para preservar esta multiplicidade sem querer nem totalizar nem unificar estas tentativas. Ela se aterá a acolher em seu seio o princípio de uma diferença fecunda presente nesta multiplicidade.

Esta é a razão pela qual são ratificadas as diversas modalidades organizacionais que cada uma das associações-membro deram a si mesmas. Assumimos em ato a diversidade, tanto histórica como geográfica das diferentes posições associativas.

Constatamos que cada uma destas criações institucionais se legitima, seja a partir de um traço no real da cura, seja a partir de uma tese sustida em uma das etapas do ensino de Lacan em sua releitura de Freud. Pode-se assinalar a este propósito que Freud e Lacan não cessaram de reformular e remanejar sua teoria, sem sistematizá-la, isto é, tendo em conta os paradoxos que deste fato poderiam assim aparecer.

Compreende-se, desde então, que as diferentes posições associativas sejam, em sua diversidade, efeitos deste ensino. Supomos do mesmo modo que aquilo que as diferencia não se reduz somente aos efeitos de transferência imaginária sobre a pessoa de um mestre ou de um fundador.

Assumimos, igualmente, o fato de que a transmissão através do texto tornou-se hoje uma modalidade preponderante da difusão do ensino de Lacan. Estamos, entretanto, advertidos do fato que a transferência com os textos só opera na psicanálise na medida em que o discurso é sustentado por uma enunciação, e onde o saber se encontra interrogado pelo efeito didático da psicanálise de cada um.

São estes fatos novos que legitimam a fundação de um movimento que assume sua condição inter-idiomática, porque o reconhecimento da diferença entre as línguas enriquece o trabalho em psicanálise e permite evitar a hegemonia de uma língua sobre as outras. Dar-se-ão assim os meios para interrogar os efeitos que as diversas traduções dos textos psicanalíticos produzem na transferência de trabalho, bem como os efeitos do fato da leitura de um texto de psicanálise na língua de seu autor.

É importante para nós sustentar que, por sua racionalidade específica, a psicanálise, enquanto ‘filha da ciência’ (Lacan), é chamada a fazer advir o sujeito ali mesmo onde a ciência o forclui, rompendo, assim, com toda e qualquer doutrina que se justificaria através do realismo dos universais.

Será também importante oferecer aos analistas assim reunidos a possibilidade de constituir uma força política para apoiar sua inscrição social nos diferentes contextos onde seu ato toma lugar. Para isto, não cessaremos de lembrar a afirmação de Freud segundo a qual a psicanálise é laica. Trata-se da condição sine qua non para evitar toda fossilização de seu discurso e para assegurar uma reinvenção constante da verdade freudiana.

A formação e a nominação dos analistas permanece responsabilidade de cada uma das associações de Convergência. Nosso movimento favorecerá o tratamento deste paradoxo. Não tratá-lo, e não assumir o trabalho das diferenças, encaminharia nosso movimento à entropia e à redundância.

A Convergência sancionará em ato o princípio de uma pluralidade de enlaces heterogêneos entre as associações e os analistas participantes.

II – APOSTAS DESTE ATO DE FUNDAÇÃO

Não situamos este Ato de Fundação somente em relação aos problemas que emergem no coração da instituição analítica, que são, entre outros: a não-afiliação dos psicanalistas em relação às associações analíticas, o isolamento em relação ao movimento psicanalítico, a captura em massa da singularidade nos coletivos subservientes ou a dispersão em uma plêiade de grupos.

Estamos também inspirados pela necessidade de encontrar, enquanto psicanalistas, uma réplica adequada às novas formas que toma lugar hoje o mal-estar na civilização. A nosso ver, elas provém do fato de desconhecer que a relação sexual "não cessa de não se escrever", como demonstrou Lacan.

A partir disto, podemos caracterizar este mal-estar, entre outras, por:

a) A dominância, antecipada por Lacan, da violência segregativa que aumenta as fraturas sociais e ataca a dignidade humana.

b) Um conjunto de discursos que engendram práticas sociais visando desconhecer, por todos os meios, o real do conflito psíquico no qual se atesta a dimensão do sujeito como ponto onde aflora o inconsciente. A proliferação da ideologia psicoterapêutica, à qual nos opomos, é o exemplo mais manifesto. Trata-se de uma das conseqüências, também antecipada por Lacan, da subserviência das práticas "psi" ao discurso capitalista.

c) Dentre estas práticas se destacam muito particularmente aquelas determinadas pelas tecno-ciências, quando geram um apagamento da dimensão do sujeito. Elas se ilustram pela produção de provas que acreditam substituir a verdade, com esta conseqüência de pretender construir um mundo sem limites onde tudo se tornaria possível. Este discurso organiza um desmentido do impossível.

d) Distingue-se desta tentativa aquela da religião, que se contenta em obturar a falta que produz a divisão do sujeito, quando ela se esforça em dar sentido ao real, garantindo-lhe um além melhor. Inclusive hoje, na exacerbação das clivagens que acarretam um gozo recuperado nos discursos integristas ou nas seitas. Não é se opondo às luzes que a religião poderá limitar os efeitos dessubjetivantes do discurso da ciência.

e) Todos estes discursos produzem enunciados universais tendo por finalidade dar garantias de sua verdade, chegando, inclusive, a prescindir, sistematicamente e cada vez mais, da enunciação. Agregamos que a globalização imposta pela ideologia neo-liberal propondo objetos universais de gozo prêts-à-porter, ameaça a subjetivação e a possibilidade de metaforizar.

f) O mal-estar concretizado pela ação destes discursos testemunha um desejo secular de atentado à função paterna que está hoje em dia cada vez mais acentuada.

g) Estes discursos acentuam o mal-estar que provocam, desconhecendo a dimensão da história. Para isso se dedicam o mais freqüentemente a negar o passado e a reduzir o trabalho da memória àquela de uma simples classificação sem se preocupar com o recalcamento que toda recensão histórica comporta, nem com o esquecimento de certos cortes que ela perpetua.

III – DEFINIÇÃO DA QUALIDADE DE MEMBRO E DOS PROTOCOLOS PARA ADMISSÃO DAS ASSOCIAÇÕES

1) Princípios reguladores da pertinência das associações.

a) Convergência está constituída por associações e, de início, por aquelas que assinam a Ata de Fundação.

b) Convergência não se constitui nem como supra-associação, nem como confederação.

c) Convergência, enquanto um novo enlace, não terá ingerência nas associações-membro.

d) Se eventuais e transitórias maiorias e minorias vierem a se manifestar no seio da Comissão de Enlace Geral, Convergência tentará conseguir que a minoria não tenha que abandonar esta comunidade de trabalho.

2) Princípios reguladores da admissão das associações.

a) Que o momento da admissão seja considerado uma ocasião de trabalho tanto por aquele que é chamado a viabilizar a admissão como por aquele que faz a demanda.

b) A demanda de ingresso poderá ser feita pela associação demandante tanto à Comissão de Enlace Local como a Comissão de Enlace Geral.

c) Que a admissão de uma associação seja definida como a passagem (ao final de um período a ser determinado caso a caso, destinado a assegurar o trabalho em comum com a associação demandante) do estatuto de associação candidata ao de membro de plenos direitos.

d) Uma associação que queira fazer parte de Convergência deve engajar-se em um projeto de trabalho e desenvolvê-lo seja com pelo menos três associações escolhidas entre aquelas que já pertencem a Convergência, seja no seio da Comissão de Enlace Local.

e) Para estar incluída no coletivo de Convergência, enquanto novo membro, a associação demandante deverá obter uma maioria de dois terços de votos da Comissão de Enlace Geral.

3) Responsabilidades da associação-membro.

a) Que ela sustente, integralmente, os termos da Ata de Fundação.

b) Que organize as atividades de Convergência agregando-se, se possível, a uma Comissão de Enlace Local, colaborando com suas atividades as quais ela difundirá entre seus participantes e sustentando-as financeiramente quando necessário.

c) Que ela se esforce por ampliar Convergência, promovendo a integração de novos membros.

4)Lugar dos analistas que não pertencem a uma associação-membro de Convergência.

a) Participam, um a um, de todas as atividades de Convergência, especialmente nas Comissões de Enlace Locais ou Regionais e nas diversas comissões de trabalho. Sua participação, contudo, será sem direito a voto.

b) Convergência atesta que a decisão de fazer ou não parte de uma associação é singular e pessoal. Convergência não terá o lugar de associação de todas as associações nem dará garantia de pertinência em substituição a uma inscrição associativa.

IV – MODOS DE ORGANIZAÇÃO

1) Comissão de Enlace Geral.

a) A Comissão de Enlace Geral é constituída pelos delegados de cada associação-membro que designa um delegado titular e dois suplentes. Cada associação dispõe de uma voz.

b) A Comissão de Enlace Geral reúne-se uma vez por ano, alternativamente na América e na Europa, no momento. Trata-se da instância decisória da Convergência. Ela só poderá tomar decisões se estiverem presentes pelo menos dois terços dos delegados das associações-membro. As decisões tomadas podem ser objeto de voto da maioria simples, salvo aquelas estabelecidas na presente Ata de Fundação e que necessitem uma maioria diferente.

c) A Comissão de Enlace Geral criará comissões de trabalho e de reflexão que considere úteis ou necessárias para levar a bom termo um ou outro de seus objetivos. Estas comissões são formadas por pelo menos quatro membros de associações diferentes, trabalhando em cartel, e por todos aqueles cuja colaboração for considerada útil ou desejável.

2) As Comissões de Enlace Locais e Regionais

a) Trata-se de outra modalidade de enlace no seio da Convergência; ela enlaça seja as associações de uma cidade, seja aquelas de uma região, seja aquela de diferentes países, sem que isto implique hierarquização. Para formar uma Comissão de Enlace é preciso ao menos três associações-membro. Se esta condição não for atendida, as associações em apreço referir-se-ão a uma terceira de sua escolha. – Esta condição não se aplica às Comissões de Enlace Local já constituídas, no momento da fundação, com delegados das associações-membro.

b) Estas comissões conformam um dos lugares onde o trabalho avança e onde se efetua a gestão da Convergência. Os analistas não-associados podem contribuir com o trabalho que aí se efetua. As diferentes Comissões de Enlace podem constituir redes de trabalho entre elas.

c) As decisões adotadas nestas Comissões, quando for o caso, serão tomadas através do voto da maioria simples, seguindo, aqui também, o princípio: uma associação, uma voz. Neste caso, a presença de ao menos dois terços dos membros da Comissão de Enlace é requerida.

d) Não dispondo Convergência, pelo menos no momento, de recursos financeiros próprios, serão as diferentes Comissões de Enlace as responsáveis pela organização, caso a caso, do financiamento destas atividades, cabendo a cada associação uma contribuição igual a cada vez.

3) Meios e fins.

a) Em se tratando de estimular as trocas entre psicanalistas, é claro que é do encontro, por todos os meios de que dispõe a palavra, que decorre a fecundidade. Para chegar a isto, todos os meios oferecidos pelo mercado das comunicações serão empregados.

b) As atividades realizadas em nome da Convergência serão difundidas, logo que possível, por meio dos diferentes boletins.

V – USO LEGÍTIMO DO NOME

a) Para que uma atividade (cartel, grupos de trabalho, seminários e jornadas de trabalho locais) possa se realizar em nome da Convergência e ser inscrita em seus diferentes boletins, basta que duas associações-membro dela participem. Para outras atividades de ordem mais importante (congressos e publicações, além dos boletins locais), pelo menos três associações deverão participar da decisão, com o conhecimento, em caráter consultivo da Comissão de Enlace Regional mais próxima.

b) A pertinência a Convergência pode ser notificada em seu cabeçalho por cada associação; e cada associação pode servir-se de Convergência como meio para difundir suas atividades principais, um direito que não se dará sem a inscrição efetiva e que cessa em caso de desligamento.

c) Em cada país onde nosso movimento vier a se inscrever, a Comissão de Enlace Local tomará as providências legais para assegurar a exclusividade do nome: Convergência, Movimento Lacaniano para a Psicanálise Freudiana. O que deverá ser obtido também a nível internacional.

VI – MODIFICAÇÕES ESTATUTÁRIAS

a) A presente Ata de Fundação contém os princípios diretivos que tentam definir o espírito no qual o movimento de Convergência foi instituído, assim como suas modalidades organizacionais.

b) A Comissão de Enlace Geral pode proceder a uma modificação estatutária, desde que ela disponha, para este efeito, de uma maioria de dois terços de votos das associações-membro, e que esta modificação não seja contrária ao espírito que presidiu a fundação da Convergência. Cada proposta de modificação estatutária deverá ser anunciada com antecedência e figurar na pauta da Comissão de Enlace Geral.

c) A dissolução de Convergência exige um voto favorável de setenta e cinco por cento das associações-membro.

A presente ata está assinada pelos delegados das seguintes associações-membro:

Agrupo Institución Psicoanalítica (Argentine)
Analyse Freudienne (France)
Apertura. Estudio, Investigacion y Transmision en Psicoanálisis. (Espagne)
Après-coup (Etats-Unis)
Associaçao Psicanalítica de Porto Alegre (Brésil)
Association Freudienne Internationale (France)
Associazione Cosa Freudiana (Italie)
Associazione Psicanalitica Lacaniana Italiana (Italie)
Assoziation Für die Freud'sche Psychoanalyse (Allemagne)
Cartels Constituants de l'Analyse Freudienne (France)
Centre de Recherche en Psychanalyse (France)
Colégio de Psicanálise da Bahia (Brésil)
Coût Freudien (France)
Dimensions de la Psychanalyse (France)
El Laço Analítico de Rio de Janeiro (Brésil)
Errata (France)
Escuela de Psicoanálisis de Tucumán (Argentine)
Escuela de Piscoanálisis Sigmund Freud Rosario (Argentine)
Escuela Freudiana de Buenos Aires (Argentine)
Escuela Freudiana de la Argentina (Argentine)
Escuela Freudiana de Montevideo (Uruguay)
Escuela Freudiana del Ecuador (Equateur)
Espace Analytique (France)
Espacio Psicoanalítico de Rosario (Argentine)
Fondation Européenne pour la Psychanalyse (France)
Fundacion Discurso Freudiano Escuela de Psicoanálisis (Argentine)
Fundación Psicoanalítica Madrid 1 987 (Espagne)
Grupo de Psicoanálisis de Tucumán (Argentine)
Institución Psicoanalítica de Buenos Aires (Argentine)
Intersecção Psicoanalítica do Brasil (Brésil)
Intersecciones Espacio de Transmisión Psicoanalítica (Argentine)
Invencio Psicoanalitica (Espagne)
Jomada Freudiana (Espagne)
Le Cercle Freudien (France)
Letra, Grupo Psicoanalítico (Argentine)
Maiêutica Florianopolis Instituição Psicanalítica (Brésil)
Mayéutica Institución Psicoanalítica (Argentine)
Praxis Lacaniana Formaçao em Escola (Brésil)
Psychanalyse Actuelle (France)
Recorte de Psicanálise (Brésil)
Séminaires Psychanalytiques de Paris (France)
Seminario Psicoanalítico de Tucumán (Argentine)
Société de Psychanalyse Freudienne (France)
Traço Freudiano Veredas Lacanianas (Brésil)
Triempo, Institución Psicoanalítica (Argentine)
 

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