Por antecipação questionei a mim mesma: é possível praticar um diagnóstico precoce dos transtornos psíquicos?
Inspirada no fragmento clínico ali presentificado, senti-me instigada em realizar um registro escrito.
Proponho então discutir as possibilidades em localizar sinais de transtornos, sem a preocupação em estabelecer diagnósticos, cujos sinais podem aparecer como catalisadores capazes de fazer identificar diferenças significantes na constituição do sujeito. Para tal, convoco pressupostos de Jacques Lacan, quando em seus escritos e seminários nos orienta refletir a noção de objeto a, intentando abordar algo que remete à falta. É nessa falta que se verifica a queda do que ele, de modo sábio, aponta como sendo o olhar um representante desse objeto. Objeto que faz semblante do desejo e, portanto fala de sujeito desejante.
A construção deste texto elege um fragmento clínico que se presta à explicitação da constituição do sujeito numa perspectiva psicanalítica, onde o objeto de queda (objeto a) pode sinalizar distúrbios psíquicos aparentes em bebês e crianças nas mais tenras fases das suas vidas. Fazendo-se emergir em formato fantasmático até os últimos dias de suas vidas. Presentifica-se uma lógica atemporal, complexa e, por conseguinte. |